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Músicos

Carlos Fernandes Burity Gaspar (Carlos Burity)

today24 de Agosto, 2023 4

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JORNAL DE ANGOLA

Carlos Fernandes Burity Gaspar se iniciou na música em 1968 e gravou, em 1974, sucessos como “Ixi Iami” e “Recado”. Natural de Luanda, cidade onde nasceu em 1952, Burity integrou, em 1968, a formação pop–rock “Cinco mais um”, com Catarino Bárber e José Agostinho. Em 1974 grava, com o Grupo Semba, o primeiro single.

Neste mesmo ano dividiu o palco com David Zé e Artur Nunes, num espectáculo realizado na Cidadela Desportiva de Luanda. Os singles “Inveja” e “Memória de Nelito” surgiram no mercado em 1975, enquanto o disco “Especulador”, que marcou a entrada do músico no universo dos temas de intervenção, surgiu em 1976.

Em 1983, Burity junta-se ao “Canto Livre de Angola”, um projecto do cantor brasileiro Martinho da Vila, que levou ao Brasil nomes como Filipe Mukenga, André Mingas, Dina Santos, Pedrito, Elias dya Kimuezo, Rebita do Mestre Geraldo, Mamukueno e Joy Artur, acompanhados pelo agrupamento Semba Tropical, e participou, integrado no mesmo projecto, na gravação do LP “Semba Tropical in London”, interpretando, com assinalável sucesso, os temas “Mon’ami” e “Tona kaxi”.

O álbum “Carolina” surge em 1991 e três anos depois, em 1994, surge com “Ilha de Luanda”, CD que sai com a chancela da editora Vidisco. Ao longo da carreira conseguiu ainda colocar no mercado muitos outros discos, entre os quais “Wanga”, “Ginginda”, “Massemba”, “Zuela o Kidi”, “Paxi Iami” e “Malalanza”.

O intérprete

Alguns dos melhores sucessos interpretados por Carlos Burity, como “Quimbangula”, “Santo António”, “Gingonça do Macaco” e “Akwa Ngongo” tiveram a composição do cantor Xabanu. A morte do músico representa, para Xabanu, o fim de uma boa relação de amizade. “Era um dos compositores com quem partilhava várias ideias, sempre que a ocasião permitisse”.

O “rei” Elias dya Kimuezo, que também partilhou vários momentos dentro e fora dos palcos com o malogrado, considera uma perda inigualável para a cultura nacional, em geral, e o semba, em particular. “A música angolana fica mais empobrecida. Carlos Burity era amigo de todos. O conheci por intermédio do compositor Xabanu, no Rangel, há mais de 30 anos”, contou.

Escrito por Edson Magalhães

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